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A formação da criança leitora: nossa ciranda literária

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[…] tudo é uma Literatura só. A dificuldade está em delimitar o que se considera como especialmente no âmbito infantil. São as crianças, na verdade, que o delimitam, com sua preferência. Costuma-se classificar como Literatura Infantil o que para elas se escreve. Seria mais acertado, talvez, assim classificar o que elas leem com utilidade e prazer. Não haveria, pois, uma Literatura Infantil a priori, mas a posteriori. 

Cecília Meireles

 

Em uma recente pesquisa divulgada pelo Iede (Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências) 66,3% dos estudantes brasileiros de 15 a 16 anos não leem textos com mais de dez páginas. Conforme a pesquisa, somente 9,5% dos estudantes brasileiros leram algum material com mais de 100 páginas. Na Finlândia, país que representa os melhores índices de estudo do mundo, o percentual chega a 72,8%.

Estes dados mostram uma triste realidade em nosso país e a importância do trabalho com a literatura desde os primeiros anos de escolarização.

Na Infanzia, a formação do leitor é incentivada desde o berçário. 

Como nos ensina Walter Benjamin a leitura das crianças inclui o ver, o apreciar, o imaginar, o sentir e, ainda, o ver, o apreciar, o imaginar e o sentir de novo. Recomeçar mais uma vez do início, recriando o vivido a cada leitura.

Um dos pilares do nosso trabalho é a literatura. Literatura que provoca as crianças – na formação da linguagem e criticidade. Como sujeitos da linguagem e na linguagem vivemos num mundo marcado por imagens, sons, falas, movimentos, escritas. Como anuncia Bakhtin, não adquirimos uma língua, mas penetramos no fluxo enunciativo. O mundo simbólico da cultura o tempo todo enuncia e nos impele a interpretá-lo, a respondê-lo com nossas possibilidades de compreensão. O mundo simbólico nos envolve e nos interpela. 

Vivemos imersos em um intenso e contínuo processo discursivo próprio da existência simbólica e, entre tantos discursos que circulam e participam das atividades humanas, defendemos a literatura, desde os primeiros meses de vida, como possibilidade de entrada neste mundo simbólico e de todas as ampliações que esta entrada provoca na vida dos sujeitos. 

Por isso, em nosso segundo semestre, temos um projeto – há anos – pautado na literatura, Infanzia Narra. Cada turma escolhe um tema, um autor ou um gênero literário para investigar, criar e escrever histórias. Em nossos encerramentos deste ano, apresentamos às famílias diferentes formas de contar uma história. Sombras, caixas, fotografias, fantoches, teatro, luz, sons… diferentes meios e suportes para nos transportar a contextos que nos emocionam.

Em nossa sala de leitura, todos os anos, renovamos o acervo. Os livros são escolhidos a partir de alguns critérios de qualidade. Além do trabalho com a literatura todos os dias em sala de aula, as crianças da Educação Infantil participam da Ciranda Literária. A cada 15 dias, escolhem os livros a serem levados para casa, realizando o convite à leitura às famílias também. No Ensino Fundamental, os livros são levados semanalmente. 

No registro de uma das mães do 1º ano, ela parabeniza seu encantamento por nossas escolhas:

 

Quero registrar que estou encantada pelos livros que a escola elegeu para a ciranda deste ano. Livros que abordam diversos assuntos, do luto às situações engraçadas do cotidiano que nos permitem vivenciarmos da lágrima à gargalhada. Percebo que foram cuidadosamente escolhidos, por estimularem a interpretação com qualidade…

 

A literatura infantil para as crianças pode ser espaço de formação e liberdade, de deslocamentos e ampliações, de sensibilidade e humanização. Tudo isso que dá mais sentido e consistência à existência.

O direito à literatura está garantido na Infanzia.