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A cidade como currículo

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Se nos ensinassem a ler a rua de outra maneira, muito provavelmente, seríamos cidadãos diferentes, saberíamos valorizar as praças e as cidades a partir de um outro olhar.

Jaume Martínez Bonafé

 

Neste final de semana, tivemos a nossa 7ª exposição de Arte e Natureza, em um espaço público e reconhecido na cidade de Niterói. Ocupamos o museu com obras realizadas pelos bebês e crianças da Educação infantil e fundamental. 

Há um motivo de todos os anos proporcionarmos este momento – tão especial – para as famílias e as crianças da nossa escola. Expor as produções das crianças em uma instituição reconhecida socialmente como um espaço que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe o patrimônio material e imaterial da humanidade afirma o compromisso da Infanzia com a formação de cidadãos críticos, participativos e coabitantes da cidade.

 

                 

A criança quando entra no museu e percebe que o que realiza na escola tem valor, para ser apresentado para TODA sociedade – e não apenas a seus pais e professores – torna-se consciente da sua capacidade de criação, formulação, produção. Vê-se potente e pertencente à cidade que habita.

Ocupar a cidade e suas instituições é direito da infância e faz parte da nossa proposta pedagógica. Há um currículo fora da escola, que pode ser construído a partir das diferentes experiências e práticas culturais, levando em conta as inúmeras formas de entender e vivenciar o mundo. 

Há uma prática cultural que gera significados, formas de subjetivação e formas de entender o mundo e de compreender-se nele que têm a ver com as experiências vividas na cidade. Por isso, ao longo do ano letivo, marcamos passeios em lugares históricos e culturais. Além das crianças exporem seus trabalhos, elas também percorrem lugares que provocam investigações, pesquisas e vivências.

Articular as experiências  das  crianças e  o  que  elas sabem  com  os  conhecimentos  que fazem  parte  do patrimônio  cultural,  artístico,  científico  e  tecnológico, implica ter,  como inspiração e ponto de estruturação, situações cotidianas das quais as crianças participam. 

Sob a mediação das professoras e a partir  das  interações  que se estabelecem com diferentes sujeitos, as excursões a espaços públicos tornam-se fontes para construção de sentidos plurais e coletivos para as experiências infantis.  Pressupõem-se, portanto, pontos de diálogo e de interseção entre saberes e vivências das crianças com os objetos do conhecimento  construídos  socialmente. 

Conhecer  e  explorar  as experiências que as crianças trazem dos espaços que lhes são familiares e alargar suas experiências  em  relação  a  espaços  públicos se tornam elementos estruturantes  do currículo da Infanzia. É  nesse  contexto  que se dá a integração das crianças ao mundo e à cultura da qual participam.

Garantir às  crianças  a  construção  de  significados  sobre  si,  sobre  os outros e sobre o mundo social e natural sugere uma prática educativa capaz de transpor os  muros  da  escola.  Alargar  as  experiências  das  crianças,  suas  vivências  cotidianas, entrelaçando-as   aos   conhecimentos   que   fazem   parte   do   patrimônio   cultural   da humanidade  requer  assegurar  a  elas  o  direito  à  cidade  com  toda  a  sua heterogeneidade e diversidade.