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Crianças no celular: Muito além do tempo de tela

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Qual conteúdo consumido por seu filho ou filha nas telas? Você assiste ao que ele ou ela vê?

A revista Nature Neuroscience publicou recentemente um artigo com a seguinte conclusão: “o mecanismo de espelho do cérebro transforma as representações sensoriais do mundo e comportamento dos outros em suas próprias representações”. O cérebro da criança conectada transforma as representações do conteúdo consumido em suas próprias representações, de modo que a criança espelha o comportamento.

Nesta semana, circulou pela internet, imagens de crianças bem pequenas dormindo que, enquanto sonhavam, faziam movimentos em suas mãos, como se segurassem um celular. Maria Montessori há décadas já nos alertava:

 

 

o desenvolvimento psíquico da criança está ligado ao desenvolvimento das mãos, a mão depende da psique para se desenvolver, e não apenas da psique do eu individual, mas também da vida psíquica de diferentes épocas. O progresso da habilidade manual está ligado, no homem, ao desenvolvimento da inteligência e, se considerarmos a história, ao desenvolvimento da civilização. 

(MONTESSORI, Mente absorvente, 1949)

 

Os bebês usam todo o corpo como linguagem primordial e as mãos parecem assumir um papel mais importante, sendo uma extensão de seus pensamentos – criativas, divertidas, divergentes. As mãos moldam o mundo externo e o interno. 

As telas, de televisores, celulares, tablets, entre outros, anestesiam as mãos, tiram o direito da criança de descobrir fisicamente o mundo, roubam o seu devir, o seu desejo, a sua descoberta. 

Não são poucos os estudos sobre o aumento de comportamentos em crianças e jovens que são caracterizados como distúrbios pessoais, como ansiedade, retraimento, depressão e sentimento de inferioridade, relacionados ao tempo de uso das telas e aumento nas atividades relacionadas às redes sociais.  

Neste mês, uma notícia do The Guardian alarmou algumas famílias. Greystones, na Irlanda, tem chamado a atenção por um pacto coletivo firmado entre pais de oito escolas do distrito: o de proibir o uso de smartphones por crianças e adolescentes até que eles cheguem ao Ensino Médio. A proibição vale para todos os espaços, seja dentro de casa, na escola ou em qualquer lugar. O objetivo é, de fato, não dar acesso aos aparelhos de forma alguma. O pacto coletivo veio como decorrência, entre outros fatores, dos altos níveis de ansiedade que os jovens passaram a demonstrar nos últimos anos.

Algumas famílias podem considerar a atitude um exagero, mas nos coloca a urgência de enfrentar algo comprovado cientificamente: o mal que as telas fazem para a saúde mental e o desenvolvimento cognitivo, motor e emocional de nossos filhos.

A tecnologia existe, é fato. Mas será que podemos pensar em um meio termo do uso das telas? Será que ela pode ser uma aliada para criar experiências significativas e duradouras entre os pais e os filhos?

Os pais são os responsáveis em regular o acesso ao dispositivo, o tempo de tela e as restrições que podem ajudar a avaliar se o conteúdo é adequado ou não para a faixa etária. 

É necessário coragem e disponibilidade para criar mais tempo fora das telas, reorganizar o dia a dia e (re)aprender a conviver. Vivenciar os momentos de refeições sem aparelhos eletrônicos, contar histórias na hora de dormir, compartilhar um jogo de tabuleiro em um domingo à tarde, passear de carro com atenção à rua e ao que nela podemos observar e aprender, brincar com elementos da natureza, pintar, dançar, escutar músicas… Comece com pequenas pausas, hábitos simples, que aproximam e que nos convidam a olhar olhos nos olhos novamente.  Vale a pena tentar.

Imagens: Freepik