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Educação bilíngue na infância: benefícios para a vida toda

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       O saber que não vem da experiência não é realmente saber.

Lev Vygotsky

 

Quais são as vantagens de convidar a criança a falar outra língua concomitante com a aprendizagem da língua materna? 

Com o crescente avanço tecnológico, a globalização, troca entre pessoas de diversas nacionalidades, culturas e línguas, torna-se cada vez mais necessário o aprendizado de uma segunda língua. 

Desde muito cedo, a criança começa a compreender expressões, vocabulários, sem perceber que não fazem parte da sua língua materna. Esta exposição ocorre de maneira “natural”, por meio de filmes, desenhos animados, programas de TV, bem como nas revistas, nos nomes de lojas, nos nomes de produtos do supermercado, nas marcas, nas ruas, na internet, nos jogos de computador, em brinquedos, no  nosso cotidiano. 

Considerando o papel da escola no processo de formação do sujeito, é importante preparar a criança para esse universo multilinguístico e multicultural já no início de sua vida escolar, oferecendo a vivência destes diferentes saberes e o contato com outras línguas.

 

A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criativos, inventivos, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”

Jean Piaget

A neurociência cognitiva aponta alguns períodos de desenvolvimento da criança em que estão mais propícias a desenvolver habilidades, também conhecidos como janelas de oportunidades. Podemos aproveitar para ampliar, ou mesmo aprimorar, a aquisição de conhecimentos através de estímulos, por exemplo: a visão tem uma boa fase de desenvolvimento dos 0-6 anos; a linguagem dos 9 meses aos 8 anos; o controle emocional dos 9 meses aos 6 anos; as habilidades sociais dos 4 aos 8 anos e o segundo idioma dos 18 meses aos 11 anos. 

As oportunidades de aprendizado são maiores durante a primeira infância e em nenhum outro momento da vida serão reproduzidas.

Levando-se em consideração que há períodos propícios para o aprendizado e que certas habilidades deveriam ser estimuladas, é importante compreender que se as mesmas não forem estimuladas, elas não se tornam impossíveis de aprender, porém será mais custoso para o cérebro.

A compreensão sobre o funcionamento do cérebro humano está continuamente evoluindo. O cérebro humano, em diferentes proporções, está em constante desenvolvimento; portanto devemos entender como nosso cérebro funciona, os estímulos necessários, o melhor período para tais estímulos e aplicá-los. 

A interação entre genética, vivências, cultura e ambiente é imprescindível para que o cérebro e a criança continuem se desenvolvendo.

Na visão popular, ser bilíngue é o mesmo que ser capaz de falar duas línguas perfeitamente; esta é também a definição empregada por Bloomfield que define bilinguismo como “o controle nativo de duas línguas” (BLOOMFIELD, 1935, apud HARMERS e BLANC, 2000). Opondo-se a esta visão que inclui apenas bilíngues perfeitos, Macnamara propõe que “um indivíduo bilíngue é alguém que possui competência mínima em uma das quatro habilidades linguísticas (falar, ouvir, ler e escrever) em uma língua diferente de sua língua nativa” (MACNAMARA, 1967 apud HARMERS e BLANC, 2000). 

Os termos alfabetização e letramento são dois processos distintos. O letramento é um processo onde a criança constrói aos poucos suas práticas letradas, a partir do uso social da língua. O conceito de letramento, literacy na língua inglesa, se assemelha muito ao bilinguismo, pois em ambos se faz essencial o domínio sobre o uso social da língua. Bilinguismo e letramento se favorecem mutuamente, uma vez que bilíngues são expostos a uma maior quantidade de informações, aspectos sociais e culturais dos dois idiomas, o que faz com que seja letrado nas duas línguas. 

Diante das novas descobertas da neurociência e do desenvolvimento cognitivo na primeira infância, podemos afirmar a diferença que se faz na aprendizagem e na escolarização das crianças, ao disponibilizar desde pequeno a oferta de uma segunda língua.